Desaparecidos Uruguay

Milhares de uruguaios marcharam em silêncio pelos desaparecidos

Como a cada 20 de maio, a procissão era extensa, silenciosa, mas combativa. Reivindicou conhecer o paradeiro dos desaparecidos, saber a verdade e aplicar a justiça sobre aqueles que cometeram crimes contra a humanidade.

A tradicional “Marcha do Silêncio” coincidiu este ano com o 40º aniversário da morte dos ex-legisladores Zelmar Michelini e Héctor Gutiérrez Ruiz e militantes de esquerda Rosario Barredo e Williams Whitelaw, mortos por terrorismo do estado uruguaio/argentino em 1976, no marco da Operação Condor de coordenação repressora das ditaduras no Cone Sul.

Enquadrou-se também nos 40 anos do desaparecimento de Manuel Liberoff, nos 40 anos do desaparecimento de 22 militantes da esquerda trazidos da Argentina no conhecido como Segundo Vôo da Morte, e nos 40 anos do sequestro e desaparecimento do professora Elena Quinteros, da embaixada da Venezuela.

Além disso, cumpre-se também o 45º aniversário do desaparecimento de Adam Abel Ayala Álvez, um estudante de medicina e funcionário da Saúde Policial, a primeira vítima do Esquadrão da Morte, ainda durante a democracia.

Desta vez, o slogan era: “Eles em nós – Contra a Impunidade de ontem e de hoje – Verdade e Justiça”.

Os organizadores informaram que marchas e comícios foram também realizadas em Paris, Buenos Aires e Santiago do Chile, e no interior em Pirápolis, Maldonado, Rivera, Florida, San Jose, Paysandu, Mercedes, Tacuarembo Melo, Rocha, Salto, Juan Lacaze, Carmelo, Trinta e Três, Minas, Flores, Fray Bentos e Artigas.

“A luta será sempre contra a impunidade por crimes do terrorismo de Estado e sua ocultação até o presente”, afirmou a organização Mães e Familiares de Uruguaios Detidos e Desaparecidos.

Os membros da organização queixaram-se de que “a investigação sobre o roubo de discos rígidos e sobre a ameaça aos antropólogos do Grupo de Antropologia Forense ainda não mostra qualquer progresso.”

“A impunidade para os crimes contra a humanidade cometidos no passado, protegida por sucessivos governos desde o fim da ditadura, pode começar a juntar-se à impunidade desses ataques no presente, que ferem profundamente o Estado de Direito”, disseram.

Eles afirmam que “o silêncio cúmplice das Forças Armadas e sua falta de apreço sincero pelo horror de seus crimes fala de como continuam a formar novas gerações de militares e os desqualifica completamente como supostos educadores de valores para nossa juventude”, declarou a organização. (PE / La Republica)

SN 0184/16

 

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