SÃO 30.000 E FOI UM GENOCÍDIO

Acto I

Domingo Riorda
Argentina
Em todas as cidades do país foi destacada a palavra de ordem: São 30 mil os desaparecidos e desaparecidas. Junto com ela a afirmação de que o promovido pela ditadura cívico-militar de 76 foi um genocídio.

As diversas organizações das diferentes regiões e cidades concordaram no mesmo sentimento de que ambas as bandeiras foram as principais contra-senhas dos eventos de 24 de março de 2017. Atrás delas identificavam-se as particularidades de cada sector. O conseguir-se a centralidade destas frases foi a rejeição unânime à negação do atual governo de que o que aconteceu na Ditadura teve o mesmo sentido da negação do holocausto.

Ainda que todo o país tenha testemunhado que a Memória está presente, o que aconteceu na cidade de Buenos Aires é –logicamente – é o mais impressionante. A cobertura fotográfica resgata a polifônica humanidade das colunas e mais colunas de gente. Fracassaram os que se dedicaram a recortar na televisão estas manifestações porque a tarefa era impossível. A decisão foi, ou nada se publica ou se reconhece, assumindo-se o dano colateral de promover a mobilização popular.

Acto IIb

A participação dos “soltos” – já é habitual indicá-lo nas referências informativas – exige o mesmo espaço dado à participação de mães e pais com seus filhos, a presença cada vez mais abundante da juventude e que os adolescentes já estão fazendo seus primeiros foguetórios de mobilização.

Há algo que aninhado na interioridade militante agora se torna maciçamente público: a particularidade de relacionar diretamente o atual governo como uma continuação da Ditadura de 76.

Acto III

Algumas advertências, tais como “depois de 41 anos denunciamos o mesmo plano econômico”, foram se encadeando com os cantos da multidão até chegarem a ser expressas no microfone central do evento. Se a isto se adiciona o fato de que elas ocorreram em várias oportunidades e na boca de distintos oradores, pode-se concluir que vai-se tomando a consciência de que o governo do Pro é uma continuidade da Ditadura de 76.

Os idos de março fazem-se presentes. Os dias 6, 7 e 8, a impactante marcha dos professores, a multiplicidade de atos em protesto pela educação pública, o notável 24, a recordação de Rodolfo Walsh, a memória do bispo Oscar Romero, a paralisação do dia 30 e depois do dia 6. Tudo isto levado a cabo pela incansável luta pela Memória, a Verdade e a Justiça. É no caminhar que se forjam as decisões. + (PE)

Versión en portugués del despacho SN 091/17 de Ecupres, del día 25 de marzo de 201., Fue realizada por el Prof. Sérgio Marcus Pinto Lopes. Tradutor e Intérprete brasileño
http://www.terrafirmerevisores.com.
SN 093/17

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